segunda-feira, 9 de janeiro de 2012

Defensoria vai tentar resolver conflitos de família

Acordo fechado
A Defensoria Pública em São José do Rio Preto (SP) prepara para este mês um ciclo de mediações envolvendo casos de pedidos de pensões alimentícias e de investigações de paternidade. O objetivo é fazer com que as partes envolvidas nos casos resolvam o conflito de forma mais rápida, por meio de acordos.

A defensora pública Bruna Hernandes da Costa conta que todos os casos selecionados possuem audiências judiciais designadas para o primeiro semestre de 2012. As mediações envolvem mais de 60 casos e ocorrerão nos dias 4, 6, 11 e 13, na sede da Defensoria.

Os casos em que houver acordos serão solucionados na primeira quinzena de janeiro, apresentando-se um pedido de homologação judicial posteriormente. Além dos defensores que atuam na cidade, psicólogos e assistentes sociais que compõem o Centro de Atendimento Multidisciplinar da Defensoria Pública irão participar das mediações. Com informações da Assessoria de Imprensa da Defensoria Pública de São Paulo

Fonte: ConJur

sábado, 24 de dezembro de 2011

Merecido descanso

Prestando contas
O ano de 2011 foi repleto de conquistas e vitórias em prol das formas extrajudiciais. No âmbito nacional, muitas foram as iniciativas, que colocaram a temática em pauta, levando ao conhecimento da população estas formas de acesso à Justiça. Aqui na Paraíba, muitos foram as ações que impulsinaram os meios autocompositivos. O Tribunal de Justiça da Paraíba criou o seu Núcleo de Conciliação, para promover as políticas e estratégias para difundir as práticas extrajudiciais no Estado. As Câmara de Conciliação e Arbitragem, projeto do Tribunal em parceria com universidades já chegam a cinco, e estão espalhadas nas pricinpais cidades, sendo três em João Pessoa, no Fórum Cível, no Fórum de Mangabeira e no Fórum de Cabedelo, em Guarabira e em Campina Grande, as quais, fizeram mais de 1200 audiências de conciliação no ano de 2011. Em dezembro, ocorreu o Mutirão da Conciliação com o Banco Itaú em parceria com o IESP, e aval do do TJPB, onde 70% das causas submetidas chegaram a uma solução acordada, de forma satisfatória para as partes e diminuindo o inchaço do Judiciário. 

A políca adotada pelo Núcleo de Concilição do TJPB, em estimular e popularizar a Conciliação e a Mediação, já começa a fazer efeito. Pois, os municípios de Guarabira, Cuitegi, Pilõezinhos, Araçãgi, Jacaraú, Pedro Régis, Curral de Cima e Lagoa de Dentro já criaram os seus respectivos centros, ajundando a tornar mais conhecida a Conciliação e a Mediação e facilitando a vida da população, que terão resolvidas os seus conflitos, de forma mais rápida e gratuita. Outros municípios, como Sapé, Mari, Alagoinha e Alagoa Grande já demonstraram interesse em também criar os seus Centros de Conciliação. Outrossim, o Tribunal levará para outras regiões do Estado, a ideia de incentivo aos gestores municipais para criarem os seus Centros de Conciliação, estabelecendo em todo o Estado uma rede que se estende do litoral ao sertão, atingindo as principais cidades, e desenvolvendo a cultura de paz, através da promoção e difusão das formas extrajudiciais, criando uma nova cultura no Estado e desafogando o Poder Judiciário, como é o ideário do CNJ. No ano de 2012, todos que fazem o Núcleo de Conciliação do TJPB, as Universidades, como a UEPB, UFPB, IESP, FESP e a FACISA, estarão imbuídos no propósito de atuar em prol da Conciliação e da Mediação, ajundando a disseminar a cultura de acesso à Justiça através de um sistema multiportas. Assim, um Feliz Natal e um próspero Ano Novo a todos os amigos que visitam o blog e que ajudam a difundir as práticas extrajudiciais de solução dos conflitos. Daremos uma breve pausa e em 2012 voltaremos com energia total. Muita saúde, paz e sucesso a todos. E que Deus nos abençoe.     

segunda-feira, 19 de dezembro de 2011

Câmara aprova homologação de acordo trabalhista extrajudicial

Fora dos Tribunais
A Comissão de Trabalho, de Administração e Serviço Público da Câmara dos Deputados aprovou uma proposta que permite à Justiça do Trabalho homologar acordos extrajudiciais. A medida está prevista no Projeto de Lei 1.153/2011, do deputado federal Sandro Mabel (PMBDB-GO), que modifica a CLT.

De acordo com o relator do projeto, deputado federal Luciano Castro (PR-RR), o texto acompanha uma tendência já constatada no restante do Judiciário — a homologação de acordos extrajudiciais na Justiça sem a instrução do processo. “O Judiciário não pode se negar à sua primordial função de pacificação social. Afinal, a conciliação é objetivo tão primordial do direito processual do trabalho que pode ser promovida em qualquer tempo e grau de jurisdição”, afirmou.

Pela proposta, o acordo deve ser provocado por ambas as partes em disputa, assistidas por seus advogados. Depois disso, o juiz deve marcar uma audiência para ouvir os envolvidos e evitar manobras dissimuladas de forçar acordos unilaterais. Depois dessa audiência, o juiz pode aceitar ou não os termos da proposta. Caso não aceite, pode ser interposto recurso em instância superior. Mas ele deve ser proposto em conjunto por ambas as partes.

Forças desiguais
Apesar da aprovação pelo colegiado, os deputados Vicentinho (PT-SP), Alice Portugal (PCdoB-BA), Mauro Nazif (PSB-RO), Roberto Santiago (PSD-SP), André Figueiredo (PDT-CE), Policarpo (PT-DF) e Assis Melo (PCdoB-RS) foram contrários à proposta. Assis Melo afirmou que as empresas terão muito mais condições de garantir seus direitos do que os trabalhadores, e essa proposta pode chegar a reduzir algumas garantias.

Para o deputado do PCdoB gaúcho, a legislação trabalhista procura corrigir essa desigualdade, por meio de dispositivos de proteção aos empregados. ”O projeto em análise, ao desconsiderar esses princípios, pratica uma verdadeira chantagem contra o trabalhador, que se vê na posição de ou aceitar o acordo imposto pela empresa ou demandar em juízo durante anos até que venha a ter os seus direitos reconhecidos e pagos”, alertou.

O projeto ainda deve ser analisado pela Comissão de Constituição e Justiça e Cidadania, da Câmara. O texto tramita de forma conclusiva.

Fonte: ConJur

Tribunais recebem prêmio por melhor desempenho

Conciliação à jato
O Tribunal de Justiça de Goiás, o Tribunal Regional Federal da 1ª Região e o Tribunal Regional do Trabalho da 14ª Região foram as três cortes que conseguiram fechar maior número de acordos durante a 6ª Semana Nacional de Conciliação. Juntos, homologaram 34 mil acordos, totalizando, em valores, mais de R$ 97 milhões. Os dados foram divulgados pelo Conselho Nacional de Justiça e renderam a estes tribunais o prêmio Conciliar é Legal, do CNJ, concedido aos órgãos do Judiciário que mais praticaram a conciliação na resolução de litígios.

No caso do Tribunal de Justiça de Goiás, o prêmio foi entregue pelo segundo ano consecutivo. A corregedora Nacional de Justiça, ministra Eliana Calmon, elogiou o esforço do tribunal goiano, considerado um dos mais atuantes na prática da conciliação. “Eles sempre se saem muito bem em nossas avaliações. Fico feliz pelo empenho; essa é uma boa disputa”, disse a corregedora, na cerimônia de entrega dos prêmios, no plenário do CNJ.

No total, o TJ-GO formalizou 28 mil audiências de conciliação e celebrou mais de 22 mil acordos, com valores próximos a R$ 30 milhões. O tribunal também recebeu Menção Honrosa pelo Projeto Show Amigos da Paz, um show voltado para a pacificação social. “Pensamos numa forma de divulgar a conciliação e conseguimos envolver os jovens ao divulgar o show nas escolas municipais, estaduais e privadas”, explicou a juíza Doraci Lamar, coordenadora da conciliação nos Juizados Especiais do tribunal.

A Justiça Federal da 1ª Região, que abarca quase 80% do território nacional, por sua vez, superou consideravelmente os resultados apresentados no ano passado. De acordo com o desembargador Reinaldo Soares da Fonseca, ao longo do ano foram fechados 82 mil acordos superando os números de 2010, quando foram celebrados 45 mil acordos.

“O prêmio é um reconhecimento para a população das 14 unidades federativas que compõem a 1ª Região. Eles estão aceitando a troca da cultura do litígio pela cultura da conciliação; isso é uma mudança de paradigma. O maior mérito desse movimento é a pacificação da sociedade. A busca da felicidade humana não é pieguismo, é direito”, afirmou o desembargador Reinaldo Soares da Fonseca, ao receber o troféu e adiantar que pretende estabelecer como meta para o TRF-1 em 2012 a homologação de 100 mil acordos.

Segundo levantamento do CNJ, os 53 tribunais que participaram da Semana Nacional de Conciliação, ocorrida de 28 de novembro a 2 de dezembro, fecharam 164 mil acordos, o que levou à movimentação de valores acima de R$ 1 bilhão.

Fonte: CNJ

sábado, 17 de dezembro de 2011

Mutirões do SFH recuperam R$ 367 milhões em 2011

Menos processos e mais recursos
A corregedora nacional de Justiça, ministra Eliana Calmon, anunciou nesta quarta-feira (07/12) o alcance da meta de realização, em 2011, de 20 mil audiências de conciliação relacionadas a dívidas com o Sistema Financeiro da Habitação (SFH). Foram recuperados R$ 367,7 milhões para o SFH, com a celebração de 7.471 acordos entre mutuários e a Caixa Econômica Federal durante as audiências realizadas nos cinco Tribunais Regionais Federais do país (TRFs).

“Mais do que tirar esses processos da Justiça, nós resolvemos os problemas de milhares de mutuários, que solucionaram suas pendências e agora podem conquistar o seu bem mais precioso, que é a casa própria. Além disso, os recursos financeiros arrecadados com esses acordos voltam a alimentar o Sistema Financeiro da Habitação, permitindo o financiamento de novas moradias”, afirmou a ministra Eliana Calmon.

O compromisso de realizar 20 mil audiências de conciliação relacionadas ao SFH foi firmado em Acordo de Cooperação entre a Corregedoria Nacional de Justiça, os cinco TRFs, a Corregedoria-Geral da Justiça Federal (CJF), Caixa Econômica Federal e a Empresa Gestora de Ativos (Emgea), que administra dívidas de financiamento imobiliário concedido pela Caixa. O esforço para solucionar processos que se arrastam há 30 anos se concentrou nos núcleos e centrais de conciliação implantados nos TRFs em cumprimento à Resolução 125 do CNJ, que instituiu, em novembro de 2010, a Política Nacional de Conciliação. 

Balanço - De acordo com o balanço da Corregedoria Nacional de Justiça (vide tabela abaixo), o TRF1 realizou 6.369 audiências de conciliação, superando a meta que era de 5.528. O TRF2, por sua vez, promoveu 3.138 audiências, acima das 2.897 previstas. No TRF3, foram 3.578 audiências, e o Tribunal se comprometeu a, até fevereiro, alcançar as 5.293 previstas. Já o TRF4 realizou 3.383 audiências, ultrapassando a meta de 3.030. No TRF5, houve 3.536 audiências, superior à meta de 3.254.

O balanço dos mutirões foi apresentado nesta quarta-feira (07/12) durante videoconferência coordenada pela corregedora a partir da sede do Conselho Nacional de Justiça (CNJ), em Brasília. Ela se dirigiu aos presidentes dos TRFs e os parabenizou pelo trabalho realizado. Mesmo com a videoconferência, o presidente do TRF1, desembargador federal Olindo Herculano de Menezes, fez questão de vir ao CNJ participar do evento. 

Também estiveram ao lado da corregedora o coordenador do Movimento pela Conciliação do CNJ, conselheiro Neves Amorim; o corregedor-geral da Justiça Federal, ministro João Otávio de Noronha; o coordenador dos mutirões de conciliação do SFH no âmbito do TRF1, desembargador Reynaldo Fonseca; o diretor Executivo de Recuperação de Créditos de Pessoas Físicas da Emgea, Smarandescu Filho; e o juiz auxiliar da Corregedoria Nacional de Justiça Erivaldo Ribeiro.


REGIÃO TRF  META DE AUDIÊNCIAS  AUDIÊNCIAS REALIZADAS ACORDOS VALORES RECUPERADOS EM REAIS

TRF1    5.528  6.369 / 115%  2.574 / 61%  133.048.729

TRF2    2.897  3.138 / 108%  1.214 / 57%   53.983.211

TRF3    5.293  3.578 /  77%  1.092 / 50%   48.595.511

TRF4   3.030  3.383 / 112%  1.213 / 55%   74.205.517

TRF5   3.254  3.536 / 109%  1.378 / 55%   57.905.071

TOTAL GERAL   20.002  20.004 / 100%  7.471 / 56%  367.738.039


Por Jorge Vasconcellos
Fonte: CNJ

sexta-feira, 16 de dezembro de 2011

Conciliação continua para processos de execução

Sucesso
As partes que têm processos relacionados à execução fiscal cuja Prefeitura Municipal de Cuiabá seja pólo passivo ou ativo poderam procurar o Fórum de Cuiabá até sexta-feira (09/12). Por conta da grande procura durante a Semana Nacional de Conciliação, realizada na semana passada, a ação foi estendida por mais uma semana aos referidos processos, inclusive nesta quinta e sexta-feira, quando não haverá expediente regular no âmbito do Poder Judiciário Estadual.

O coordenador do Núcleo Permanente de Métodos Consensuais de Solução de Conflitos do Poder Judiciário de Mato Grosso, juiz Hildebrando da Costa Marques, enfatizou que o evento é destinado a pessoas que já tenham ações em trâmite e que elas devem realizar o agendamento das sessões. “Vamos trabalhar durante o feriado da Justiça (8 e 9 de dezembro) para atender ao público e consolidarmos ainda mais o movimento da conciliação. As pessoas que já têm processos devem nos procurar o mais rápido possível para o agendamento, que é limitado”, destacou o magistrado. Dúvidas podem ser dirimidas pelo telefone (65) 3648-6132.

O resultado parcial da Semana Nacional de Conciliação em relação aos processos de execução fiscal de ISS e IPTU, entre os dias 28 de novembro e 2 de dezembro, atingiram a monta de R$ 1.839.458,39. Apenas neste evento 1.035 acordos foram fechados, o que resultou no arquivamento de 2.070 processos, levando-se em consideração que algumas partes tinham mais de um processo.

O supervisor de conciliação, Ademir Ajala, disse que os resultados podem ser considerados excelentes, tendo em vista que dos 1.035 acordos fechados o valor arrecadado foi superior à metade do valor total. “Os processos referentes a estes acordos originalmente poderiam render à Prefeitura cerca de R$ 3 milhões. Com o incentivo dos descontos aos pagamentos à vista arrecadou-se mais da metade do valor total”, considerou.

Os atendimentos continuarão sendo realizados na sala ao lado da Diretoria do Fórum de Cuiabá. Ao todo 16 guichês estão disponíveis ao atendimento ao público, realizado entre 8h e 18h. Três guichês montados na Sala de Audiência da Vara Especializada em Direito Agrário são destinados ao atendimento preferencial (idosos, portadores de necessidades especiais e gestantes).

A Prefeitura oferece até 80% de desconto nos juros e multa para pagamentos à vista e 30% e 60% nas dívidas parceladas. O procurador do Município de Cuiabá, Fernando Biral, enfatizou que todos ganham com a conciliação. A Prefeitura, por ter dinheiro em caixa, a população, que deixa de responder processos e pode ganhar benfeitorias, e o Poder Judiciário, que reduz seus estoques processuais e desenvolve a pacificação social, prevenindo litígios.    

Fonte: TJMT

quinta-feira, 15 de dezembro de 2011

TRT-MA arrecadou R$ 7,9 milhões na semana de conciliação

Sucesso
As semanas nacionais de Conciliação e da Execução Trabalhista resultaram em mais de R$ 7,9 milhões arrecadados pelo Tribunal Regional do Trabalho da 16ª Região (MA). Os valores dos processos conciliados durante os mutirões somam R$ 5,9 milhões e os leilões judiciais, mais de R$ 2 milhões. Nesse período, foram atendidas 5.426 pessoas que procuraram a Justiça do Trabalho maranhense para firmar acordo em processos nas fases de conhecimento e de execução.

Os dois eventos terminaram na última sexta-feira (02/12) em todo o país, mas a juíza da 5ª Vara Trabalhista de São Luís, Noélia Cavalcanti Rocha, estendeu as atividades até esta terça-feira (07), quando realizou audiência itinerante, para homologar acordo na casa de um reclamante idoso, cego e com dificuldades de locomoção, morador da Vila Luizão. “Estou emocionado porque agora vou receber o que é meu de direito”, disse Manoel Cardoso dos Santos, 62 anos, ao assinar o acordo.      

Durante os cinco dias de mutirão, de 28 de novembro a 02 deste mês, as varas trabalhistas da capital e do interior do estado realizaram 84,4% das audiências designadas para o período. Já o Núcleo de Apoio à Execução fez 100% das audiências agendadas e o Juízo Conciliatório em Recurso de Revista do Tribunal, 83,3%.

Das audiências realizadas 58,8% foram relativas a processos de execução, resultando em acordos que somam mais de R$ 3,7 milhões, sendo arrecadados para os cofres públicos mais de R$ 316 mil de previdência social e R$ 31 mil de Imposto de Renda. No Juízo Conciliatório os valores dos processos conciliados somaram R$ 48.198.570,00. Os dados são da Corregedoria do TRT-MA.

Com o leilão judicial, realizado em São Luís no último dia o mutirão da conciliação (02), foram arrecadados R$ 2.006.900,00, sendo alguns bens arrematados por valores acima da avaliação. Os bens foram penhorados para pagamento de débitos relativos a processos judiciais que estão na fase de execução nas Varas Trabalhistas da capital.

As semanas de Conciliação e da Execução foram organizadas, respectivamente, pelo Conselho Nacional de Justiça (CNJ) e Conselho Superior da Justiça do Trabalho (CSJT). No TRT do Maranhão as atividades foram coordenadas pelo Núcleo Permanente de Métodos Consensuais de Solução de Conflito, Núcleo de Apoio à Execução e Comissão para a Efetividade.

Fonte: TRT-MA

quarta-feira, 14 de dezembro de 2011

CNJ divulga vencedores do II Prêmio Conciliar é Legal

Projetos vitoriosos
O Tribunal de Justiça de Minas Gerais (TJMG), o Tribunal Regional do Trabalho da 16ª Região (TRT 16) e o Tribunal Regional Federal da 4ª Região (TRF 4) foram os vencedores do II Prêmio Conciliar é Legal, do Conselho Nacional de Justiça (CNJ), nas categorias Justiça Estadual, do Trabalho e Federal respectivamente. O resultado foi divulgado nesta sexta-feira (09/12) e a entrega dos troféus está prevista para quarta-feira (14/12), em solenidade a ser realizada no plenário do Conselho, às 11h.

Concedido pelo Movimento pela Conciliação, coordenado pelo Conselho Nacional de Justiça (CNJ), o prêmio objetiva identificar, premiar e disseminar experiências que contribuam para a pacificação de conflitos, modernização, rapidez e eficiência da Justiça brasileira. O tema deste ano foi “Conciliação com usuários frequentes (grandes litigantes) e grandes casos”

Além de tribunais que utilizaram práticas exitosas, o Tribunal de Justiça de Goiás (TJGO), o Tribunal Regional do Trabalho da 14ª região (TRT 14) e o Tribunal Regional Federal da 1ª Região (TRF 1) também serão premiados por terem alcançado os maiores índices de acordos durante a 6ª. edição da Semana Nacional de Conciliação (realizada no período de 28 de novembro a 2 de dezembro).

Inovação - Em reconhecimento à qualidade técnica das práticas autocompositivas, também foram concedidas menções honrosas para o Tribunal de Justiça de Goiás (TJGO), Tribunal Regional do Trabalho da 9ª Região (TRT 9) e pelo Tribunal Regional Federal da 3ª Região (TRF 3).  São consideradas práticas autocompositivas atividades inovadoras, criativas e com resultados comprovados que foram criadas por magistrados e tribunais a fim de melhorar a relação social de partes que estejam em disputa.

“É um estímulo à criatividade dos gestores. O prêmio contribui incentivando profissionais, servidores e magistrados a refletirem sobre novas idéeas”, disse o coordenador do Movimento pela Conciliação do CNJ, conselheiro José Roberto Neves Amorim. 

Formado por magistrados de todo o país, o Comitê Gestor do Movimento pela Conciliação avaliou as práticas sob os critérios de eficiência, restauratividade das relações sociais; criatividade, exportabilidade, satisfação do usuário, alcance social e desburocratização.

Prêmio – O prêmio a ser entregue aos vencedores deste ano consiste numa escultura criada pelo artesão paranaense Luiz Gagliastri, feita de bronze e alumínio. As seis estatuetas ovaladas medem 30cm e pesam 2,5 kg.  De acordo com o artista, a peça representa a harmonia que deve imperar durante o momento da conciliação. “Do lado direito há uma figura masculina; do outro, a forma feminina. Entre os dois, em bronze, está a cabeça afilada de um conciliador. A conciliação entre os seres humanos é um momento que requer harmonia”, disse o escultor.

Por Patrícia Costa e Regina Bandeira
Fonte: CNJ

Audiências resultam em vantajosas conciliações em MT

Semana da Conciliação
“O evento foi um sucesso, tanto que prorrogamos as sessões referentes à execução fiscal. Trabalhamos inclusive durante o feriado (08/12) para atender ao público”, destacou o coordenador do Núcleo Permanente de Métodos Consensuais de Solução de Conflitos do Poder Judiciário de Mato Grosso, juiz Hildebrando da Costa Marques. O relatório final da Semana Nacional de Conciliação relativo às ações de execução fiscal de ISS e IPTU ainda está sendo contabilizado, em decorrência do grande número de pessoas que solicitou os serviços de conciliação. O magistrado ressaltou que este evento é válido para quem já tem ações ajuizadas. Dúvidas podem ser dirimidas pelo telefone (65) 3648-6132.

Além dos excelentes resultados, há ganhos no desenvolvimento da cultura da pacificação social. “As pessoas compreendem que é melhor entrar em acordo do que esperar uma decisão de um terceiro (magistrado). Nossa intenção é instalar até o dia 31 de janeiro de 2012 as Centrais de Conciliação e Mediação do Segundo Grau, no Anexo Desembargador Antonio de Arruda e a Central do Fórum de Cuiabá. A partir de então poderemos prevenir ainda mais o litígio, já que teremos condições de atender quem ainda não ingressou com ação”, revelou o magistrado.  

Na quinta-feira (1º/12) foram registrados mais de 500 atendimentos, entre audiências e esclarecimentos de dúvidas e consultas. Os atendimentos se estenderam até a meia noite. Por conta da grande procura, mais três guichês foram abertos e outros três foram destinados aos atendimentos preferenciais (idosos, portadores de necessidades especiais e gestantes), perfazendo um total de 16.

Eurides Maria dos Santos, de 63 anos, resolveu uma dívida de IPTU que a incomodava há mais de oito anos em menos de 20 minutos. “Graças a Deus! Troquei o terreno e a mulher que pegou não pagou o imposto. A dívida estava em mais de R$1 mil e eu não tinha a menor condição de pagar. Estava pagando as contas de água e luz atrasadas. Com o desconto, a dívida baixou para R$ 370,00. Agora consigo quitar”, disse alegre a aposentada.
 
A comerciante Clariza Souza Freitas também fechou acordo, de R$ 4 mil com 80% de desconto nos juros e multa. “É uma oportunidade muito boa. Ninguém gosta de ficar devendo e essa é uma chance de limpar o nome”, concluiu. Já José Luiz Arruda conseguiu reduzir a dívida de sete anos com um pagamento à vista. “É uma forma de facilitar para o contribuinte. Tive dificuldades financeiras e agora, com esse incentivo, vou pagar o que devo. Saio satisfeito, pois sei que é melhor um acordo do que uma disputa judicial”, ponderou. A proposta da Prefeitura ofereceu até 80% de desconto nos juros e multa para pagamentos à vista e 30% e 60% nas dívidas parceladas.

O procurador do Município de Cuiabá, Fernando Biral, enfatizou que os números são excelentes. Um dos maiores acordos obtidos na semana passada referiu-se a uma dívida de R$ 40 mil, que baixou para quase R$ 20 mil “A maioria dos acordos foram fechados com pessoas que deviam pouco. Temos uma boa expectativa com a prorrogação da campanha, já que grandes devedores demonstraram interesse em quitar os débitos”, salientou o procurador, referindo-se a processos que tratam de valores de até R$ 5 milhões. “Todos ganham. A Prefeitura terá dinheiro em caixa e poderá fazer benfeitorias à população, que ganha com os acordos e com a resolução dos conflitos. Além disso, o Poder Judiciário reduz seus estoques e dinamiza os trabalhos”, frisou o procurador.
 
Fonte: TJMT

Semana da Conciliação e da Execução do TRT-RN movimentou mais de R$ 10 milhões

Ação de sucesso
Durante a Semana Nacional da Conciliação e da Execução Trabalhista, encerrada na última sexta-feira, as Varas do Trabalho do Rio Grande do Norte realizaram 2.869 audiências e conciliaram R$ 8.995.819,00, resultado de 905 acordos realizados.

O resultado foi altamente positivo e merece destaque o fato de que a grande maioria dessas conciliações foram feitas em processos que estão na fase de execução, que são os considerados de solução mais complicada, destacou o presidente do TRT-RN, desembargador Ronaldo Medeiros.

Entre os muitos processos conciliados em Natal, o destaque foi o acordo firmado entre o TRT-RN e a Datanorte, no valor de R$ 1 milhão e 45 mil, para o pagamento de 28 ações trabalhistas que já haviam transitado em julgado.

Em Mossoró, o TRT montou uma mesa de conciliação, coordenada pela juíza Aline Fabiana Campos, para atender exclusivamente aos processos da Nolem Comercial Importadora e Exportadora S/A, que conciliou 100 processos no valor de R$ 1,5 milhão.

Leilão
O TRT-RN arrecadou, ainda, mais R$ 1.355.054,82 com a realização de um leilão judicial de bens penhorados pelas Varas do Trabalho de Natal e de Mossoró.

Nós temos muito a comemorar. Magistrados, servidores, advogados, reclamantes e reclamados. Todos os que participaram desse esforço conjunto para a construção de uma solução dialogada, contribuindo para uma sociedade amadurecida, que procura resolver os seus conflitos de forma pacífica. Estamos todos de parabéns!, comemorou o presidente Ronaldo Medeiros.

Fonte: TRT/21ª Região

segunda-feira, 12 de dezembro de 2011

Mediação e Arbitragem na Justiça do Trabalho

Doutrina - questão de tempo
É fato notório que o Direito é uma ciência viva e como tal não permanece estanque no tempo, sempre se faz necessário novas adequações as situação fáticas que ocorrem dentro da sociedade e dessa forma, a cada momento percebemos que as relações vêm se tornando cada vez mais complexas e muito disso em parte pelo momento vivenciado atualmente, ou seja, uma sociedade que caminha a passos largos, principalmente no que se refere a evolução tecnológica que engloba quase que a totalidade das atividade humanas atuais direta ou indiretamente, as distâncias se encurtam ao ponto de uma informação em segundos ser transmitida de um pólo a outro, mesmo sendo captadas por um telefone celular, as Radio se tornam digitais e a TV caminha para esse mesmo fim, pessoas já se permitem em pouco tempo atravessar oceanos e fazer compras em outra aparte do mundo, graças as evoluções na área da aviação, bem como de outros meios de locomoção, jornais e revistas se beneficiam também, dessas facilidades, dada a grande facilidade de captação de notícias, pois atualmente qualquer pessoa pode com seu telefone celular captar imagens e sons e colocar-las na rede mundial de computadores permitindo que num estalar de dedos possa via a ser acessadas por milhões de pessoas em toda parte do mundo. E os Avanços continuam dentro da medicina, da engenharia, da astronomia, etc, onde computadores potentes realizam cálculos cada vez mais complexos e em menos tempo, possibilitando novas descobertas, em todos os campos científicos existentes.

Assim, diante dessa nova realidade que se apresenta a chamada Sociedade da Informação, também nomeada de Sociedade do Conhecimento ou Nova Economia, a qual teve inicio no fim do Séc. XX, se encontra num franco processo de formação e expansão e irradia seus efeitos, como já foi dito em todos os ramos da atividade humana, e assim como causa dessas evoluções dentre outras, temos a mudança ocorrida nas relações de trabalho que outrora se tratava de uma atividade dos escravos e servos, conforme se observa na história mundial, realidade que se altera diante do desenvolvimento de novas tecnologias, surge uma nova relação entre quem detinha o poder econômico e aquele que se dispunha a ser a mão de obra necessária para a produção, que deixava de ser algo artesanal com o advento da evolução industrial e as devidas inovações, ocasionaram também novas situações a serem observadas, dentre as quais a devida proteção daqueles trabalhadores, não mais servos ou escravos e sim pessoas que emprestavam sua força de trabalho para a produção, mediante o recebimento de uma contrapartida em espécie, ou seja, mediante paga. Assim, dessa relação entre empregado e patrão por muitas vezes os conflitos são inevitáveis e dentro desse contexto emerge a necessidade primordial de uma forma adequada para a solução dessas controvérsias referentes ao contrato de trabalho, ou seja, nasce a idéia de proteção ao trabalhador, tido como parte mais fraca nessa relação que mantém com o seu empregador, fazendo assim com que o Estado se colocasse como o responsável por dar fim aos conflitos existentes na relação de trabalho, com a edição de lei protetoras e por fim surge a Justiça do Trabalho, voltada unicamente para as relações existentes entre as partes que compõe a relação de trabalho.

Ocorre, que atualmente, como em outras áreas do nosso Direito, seja lá por quais motivos, a todo o momento mais um processo é posto na já imensa pilha existente em todos os graus de jurisdição dos nossos tribunais, contribuindo assim para uma inflação tamanha que impede ou mesmo, inviabiliza a correta aplicação do Direito aos casos concretos. Quanto a Justiça do Trabalho tem que diga que exista proteção em demasia ao trabalhador, e que tal proteção não se coaduna com a realidade atual, pois impede o desenvolvimento e a valorização individual do trabalhador, por outro lado tem quem diga que sem um sistema legal protetivo ao trabalhador, este ficaria a mercê do seu empregador que poderia cometer os mais variados abusos sem qualquer limitação em sua atitude. Enfim, o que se constata é que o judiciário tende a ser cada vez mais acionado para a solução desses conflitos, principalmente no que se refere as relações trabalhistas, o que nos deixa com uma questão a ser respondida. Será que nos dias atuais, e diante desse complexo sistema legal adotado no Brasil, o judiciário, ainda continua a ser o único e mais adequado meio de solução dos conflitos e mais ainda, caberia outra forma de solução para a seara trabalhista?

Resta-nos, portanto, mais que buscar uma resposta pura e simples, analisar quais seriam as justificativas para se investigar novas formas de solução de conflitos e nesse sentido, o presente trabalho pretende colocar em discussão a adoção da Mediação e da Arbitragem na solução dos conflitos inerentes as relações de trabalho, bem como em como tais medidas são tratadas pela Doutrina e Tribunais pátrios, como um meio capaz de produzir resultados positivos tanto para o empregado como para o empregador, pois cada um tem interesse em que sua pretensão seja recebida e analisada da melhor maneira possível e o mais importante, no menor lapso temporal possível, pois como já se sabe nem para o Estado é bom que um processo se arraste por anos e anos a fora sem uma solução concreta, pois isso contribuiria ainda amais para o inchaço do número de processos em nossos tribunais, influenciando assim, no custo da movimentação da maquina do judiciário no Brasil, além de corrermos o risco de nos deparamos com decisões enlatadas, ou seja, pré-preparadas, sob o escopo da agilidade processual, ferindo, no entanto a análise personalizada de cada caso isoladamente.


Por Joel de Freitas
Fonte: Boletim Juríco

domingo, 11 de dezembro de 2011

TJ-SP atinge 99% de acordos na área da família

Sucesso total
O Tribunal de Justiça de São Paulo alcançou o índice de 99% de acordos nos conflitos da área de Família durante a Semana Nacional de Conciliação no Memorial da América Latina, local onde se concentrava a maior parte das audiências pré-processuais. Somente nessa área, quase quatro mil processos deixaram de existir na Justiça.

Um dos casos solucionados em audiência no Memorial envolvia uma família composta por sete irmãos e uma cunhada. Todos moravam no mesmo quintal e havia no terreno uma oficina de artesanato. Os conflitos eram motivados pelos cachorros que sujavam o quintal, ausência de muro entre os imóveis e ainda portas abertas num local não aceito pelos demais irmãos.

Na conciliação, ficou acordado que, no prazo de 60 dias, serão providenciadas a troca de uma das portas por uma janela grande, outra janela será colocada na sala de jantar e uma janelinha instalada no lugar da atual porta da cozinha que será fechada. Além disso, um muro será feito para dividir o quintal e será aberta uma saída para a rua no local que até então é utilizado para o canil. Uma das janelas grandes será paga pela cunhada. A outra será paga pelos demais irmãos comprarão.

Dados gerais
A estatística estadual que abrange a primeira e a segunda instâncias demonstra que 40.535 pessoas foram atendidas durante os cinco dias da Semana Nacional de Conciliação. As 19 mil audiências cíveis e criminais feitas movimentaram o montante de R$ 28.835.822,11.

No Memorial da América Latina, o índice de acordo foi de 82,61% e o valor total de acordo foi de R$ 4.432.912,53. A Companhia de Desenvolvimento Habitacional Urbano (CDHU), que teve 1.600 audiências, conseguiu atingir 75,54% de acordos e movimentar R$ 3,4 milhões.

O desembargador José Carlos Ferreira Alves, coordenador do Núcleo Judiciário de Solução de Conflitos e de Cidadania, esteve na última sexta-feira (2/12) no encerramento dos trabalhos da Semana e fez uma conciliação da área de Família. O casal tinha dois filhos. A mulher tinha mais dois filhos de outros relacionamentos. O marido queria a guarda dos menores em conjunto com a mãe deles. Ele recebeu a orientação que, como a menina tinha o nome do pai em seu registro, isso não seria possível, pois teria que ouvir esse pai para saber se havia interesse em abrir mão da guarda. Quanto ao menino, não constava o nome de seu pai na certidão de nascimento, poderia obter a guarda, o que foi feito na audiência. A preocupação do marido em relação à mulher era em decorrência do uso do álcool e ele queria representar o pai desses adolescentes. Ao saber disso, o desembargador aconselhou a mulher a fazer tratamento para acabar com o vício. Ele reforçou que o casal tinha uma bela oportunidade na vida e que dependia deles. A mulher disse que já estava deixando o vício e prometeu que não iria mais a beber. “Está nascendo uma grande família!”, disse o desembargador. Ferreira Alves disse ao pai que a responsabilidade dele aumentou em relação ao menor que acabou de receber a guarda.

Para o desembargador, a Semana Nacional de Conciliação sempre foi relevante, mas dessa vez tem uma importância maior porque passará a ser permanente. “Nada melhor que a Justiça se valer de um momento de repercussão nacional como essa para demonstrar a importância da cultura de paz, da cultura de conciliação para então dar inicio às atividades dos Centros Judiciários de Soluções de Conflitos instituídos pela Resolução 125/2010 do Conselho nacional de Justiça.

O juiz da comissão organizadora da Semana da Conciliação, Ricardo Pereira Junior, ressaltou que há plena satisfação das partes por contribuírem ativamente na construção da conciliação. “Tivemos contribuição das empresas parceiras que formularam propostas de ampla aceitação pelos interessados, bem como a Defensoria Pública que contribuiu com indicação significativa de litígios pré-processuais que obteve alto percentual de acordo.”

A juíza Valéria Ferioli Lagrasta Luchiari, que também faz parte da comissão organizadora da Semana Nacional de Conciliação, disse que o trabalho foi de cooperação de todas as entidades e órgão participantes como o MP, Defensoria Pública, OAB, servidores e os conciliadores que estavam comprometidos com o trabalho e atendimento adequado às pessoas. Ela afirmou que, nessa semana, foi possível detectar grandes talentos entre os conciliadores. “Agora, poderão integrar o corpo de conciliadores do Centro de Solução de Conflitos.” 

Por Rogério Barbosa
Fonte: ConJur